Kagame endurece discurso contra África do Sul e anuncia medidas drásticas
O Presidente do Ruanda, Paul Kagame, terá adotado uma posição firme contra a África do Sul, em meio a crescentes tensões relacionadas com episódios de xenofobia que têm afetado cidadãos estrangeiros naquele país.
Segundo declarações atribuídas ao chefe de Estado ruandês, o governo decidiu proibir a exportação de gás para a África do Sul e avançar com o encerramento da embaixada sul-africana em Kigali, numa medida que pode agravar as relações diplomáticas entre os dois países.
Durante uma entrevista, Kagame terá expressado forte indignação com a situação dos seus compatriotas e de outros africanos na África do Sul:
“Aceitamos essa humilhação durante anos e o governo sul-africano nada faz. A xenofobia não é de hoje. Os nossos filhos procuram melhores oportunidades, mas têm os seus sonhos destruídos.”
O líder ruandês foi ainda mais contundente ao afirmar que não pretende manter relações cordiais enquanto a situação persistir:
“Nunca subirei num avião para apertar a mão de quem tira o pão do meu povo.”
Além disso, Kagame apelou à intervenção da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), sugerindo que a organização regional deve considerar sanções contra a África do Sul, caso medidas concretas não sejam tomadas para travar a violência contra estrangeiros.
Moçambique também observa com preocupação
No Moçambique, o posicionamento do Presidente Daniel Chapo tem sido alvo de críticas em alguns círculos, com analistas a apontarem uma postura mais cautelosa por parte do governo moçambicano diante dos acontecimentos.
A África do Sul continua a ser um dos principais destinos de trabalhadores moçambicanos, o que aumenta a sensibilidade do tema e a necessidade de respostas diplomáticas equilibradas.
Especialistas alertam que, caso confirmadas e mantidas, as medidas anunciadas por Kagame podem:
Afetar o comércio energético na região
Intensificar tensões políticas dentro da SADC
Pressionar a África do Sul a rever políticas de segurança e imigração
Até ao momento, o governo sul-africano não reagiu oficialmente às declarações.

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