A Cimentos de Moçambique alertou que poderá encerrar as suas operações no país caso o Governo avance com a proposta de reduzir o preço do cimento no mercado nacional. A posição da empresa surge num momento em que as autoridades analisam medidas para tornar os materiais de construção mais acessíveis à população.
Segundo fontes do setor, o Governo propôs recentemente a diminuição do preço do cimento como forma de aliviar os custos da construção civil e estimular o acesso à habitação. A medida, no entanto, está a gerar preocupação entre os produtores, que alegam que uma redução forçada pode tornar a atividade economicamente insustentável.
Em comunicado, a empresa afirmou que a fixação de preços abaixo do custo real de produção poderá comprometer seriamente a continuidade das suas operações. A companhia argumenta que enfrenta elevados custos operacionais, incluindo energia, transporte e importação de matérias-primas, fatores que influenciam diretamente o preço final do produto.
“A imposição de preços administrados sem considerar os custos de produção poderá levar a consequências graves, incluindo a paralisação das atividades”, refere a empresa.
Especialistas do setor da construção alertam que um eventual encerramento de uma das maiores produtoras de cimento do país poderá provocar impactos significativos no mercado, como escassez do produto, aumento das importações e atrasos em projetos de infraestruturas e habitação.
Por sua vez, o Governo ainda não anunciou uma decisão final, mas fontes indicam que o objetivo da proposta é proteger os consumidores e reduzir o custo das obras públicas e privadas.
O debate sobre o preço do cimento tem ganhado força nos últimos meses em Moçambique, com consumidores e empresas a apresentarem posições divergentes sobre a necessidade de regulação do mercado.
Analistas defendem que o diálogo entre o Governo e os produtores será essencial para encontrar um equilíbrio entre a sustentabilidade das empresas e a acessibilidade do cimento para a população.
Caso não haja consenso, o setor da construção poderá enfrentar um novo período de incerteza, com possíveis repercussões no ritmo de desenvolvimento de infraestruturas no país.

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