Tipo de Comunicado: Aviso
Fenómeno Meteorológico: Tempestade Tropical Moderada “GEZANI”
Áreas de risco:
- Província de Sofala (distritos de Machanga, Búzi, e cidades de Dondo e Beira).
- Província da Inhambane (distritos de Govuro, Inhassoro, Vilankulo, Massinga, Morrumbene, Homoíne, Jangamo, Inharrime, Zavala e cidades de Maxixe e Inhambane).
- Província de Gaza (distritos de Mandlakazi, Chongoene, Limpopo e cidade de Xai-Xai).
O Ciclone Tropical “GEZANI”, enfraqueceu para Depressão Tropical sobre Madagáscar. Este sistema continua o seu movimento progressivo para o canal de Moçambique. Segundo projecções actuais, o sistema tem o potencial de atingir a costa de Moçambique no dia 13 de Fevereiro de 2026, na categoria de Ciclone Tropical com vento médio de 120 quilómetros por hora, rajada máxima até 170 quilómetros por hora e chuvas fortes acompanhadas de trovoadas severas, nos distritos acima mencionados.
Recomendações:
Tomada de medidas de precaução e segurança face aos ventos ciclónicos, chuvas intensas e trovoadas.
O Sistema deixou destruição severa em Madagáscar e poderá alcançar a costa moçambicana no dia 13 de Fevereiro
O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) elevou significativamente o nível de alerta ao admitir que o sistema tropical GEZANI tem potencial para atingir directamente a costa de Moçambique, já na categoria de Ciclone Tropical, segundo boletim emitido na tarde desta Quarta-feira.
A nova actualização indica que o fenómeno poderá alcançar o território nacional no dia 13 de Fevereiro, com ventos médios estimados em 120 km/h e rajadas que podem atingir 170 km/h, além de chuvas fortes acompanhadas de trovoadas severas.
ÁREAS SOB ALERTA DIRECTO
O aviso meteorológico identifica como zonas de risco imediato:
- Província de Sofala
– Machanga
– Búzi
– Dondo
– Beira
- Província de Inhambane
– Govuro
– Inhassoro
– Vilankulo
– Massinga
– Morrumbene
– Homoíne
– Jangamo
– Inharrime
– Zavala
– Maxixe
– Inhambane
- Província de Gaza
– Mandlakazi
– Chongoene
– Limpopo
– Xai-Xai
O comunicado sublinha que o sistema, actualmente enfraquecido sobre Madagáscar, mantém movimento progressivo em direcção ao Canal de Moçambique, onde poderá reorganizar-se.
MADAGÁSCAR: A FACE DA DESTRUIÇÃO
Enquanto Moçambique reforça a vigilância, Madagáscar ainda contabiliza os impactos devastadores deixados por GEZANI.
Relatórios preliminares apontam que 12 distritos em quatro regiões foram severamente afectados, com destaque para Atsinanana, onde os níveis de destruição são estimados entre 80% e 90%.
O balanço humano mais recente indica:
– 20 mortos
– 15 desaparecidos
– 33 feridos
– 3 208 pessoas afectadas
– 2 741 deslocados preventivamente
Imagens captadas mostram um cenário de forte devastação: árvores arrancadas, habitações destruídas, infra-estruturas comprometidas e extensas áreas inundadas.
GEZANI: ENFRAQUECEU, MAS NÃO MORREU
Centros meteorológicos regionais confirmam que o sistema perdeu intensidade ao atravessar Madagáscar, sendo actualmente classificado como Depressão Tropical sobre terra.
Contudo, especialistas alertam para um fenómeno típico em ciclones que cruzam ilhas extensas:
A CHAMADA "SEGUNDA VIDA" SOBRE ÁGUAS QUENTES
Segundo análises do Météo-France e plataformas regionais como o CycloneOI, as condições no Canal de Moçambique permanecem favoráveis à reintensificação:
- Temperaturas da água entre 29°C e 30°C
- Baixo cisalhamento do vento
- Ambiente atmosférico potencialmente instável
O FACTOR CRÍTICO: INCERTEZA DE TRAJECTÓRIA
Apesar do cenário mais severo apresentado pelo INAM, os centros meteorológicos internacionais mantêm uma nota técnica crucial:
⚠️ A TRAJECTÓRIA PERMANECE INCERTA
Os modelos numéricos continuam a apresentar cenários divergentes:
– Alguns apontam aproximação à costa moçambicana
– Outros sugerem permanência do sistema em alto mar
– Há projecções que indicam desvio para sul
O próprio Météo-France adverte que as previsões de intensidade e posição devem ser interpretadas com extrema cautela, dada a variabilidade típica destes sistemas.
O QUE PODE ESTAR EM JOGO
Caso GEZANI confirme reintensificação e trajectória costeira, os efeitos potenciais incluem:
- Ventos destrutivos
- Chuvas intensas
- Cheias rápidas
- Agitação marítima severa
- Interrupções em energia e transportes
Particularmente em zonas historicamente vulneráveis como Beira, Búzi, Machanga, Vilankulo e Xai-Xai.
MONITORIA PERMANENTE
O INAM anunciou nova actualização ainda esta noite (22h00), reflectindo o carácter dinâmico do fenómeno.
Moçambique entra, assim, numa fase clássica de alta vigilância meteorológica, onde pequenas variações na trajectória poderão redefinir completamente o cenário de impacto.
NOTA EDITORIAL
A evolução de sistemas ciclónicos desta natureza insere-se numa dinâmica atmosférica complexa, cujos desdobramentos continuam a influenciar decisões institucionais, estratégias preventivas e níveis de exposição ao risco em toda a faixa costeira.

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