A sociedade civil voltou a manifestar preocupação com a situação do emprego docente, apelando ao Ministério da Educação e Cultura para suspender, durante cerca de quatro anos, a formação de novos professores nos Institutos de Formação de Professores (IFP’s).
Segundo representantes de várias organizações sociais e educacionais, a proposta surge devido ao número crescente de professores já formados que permanecem sem contratação. Os intervenientes defendem que a pausa temporária permitiria ao sistema absorver os profissionais existentes e evitar o aumento do desemprego no setor.
Além disso, os proponentes argumentam que o período poderia ser aproveitado para avaliar a qualidade da formação docente, rever currículos e melhorar as condições dos centros de formação, garantindo maior alinhamento entre a oferta de professores e as necessidades reais das escolas.
Entretanto, alguns especialistas alertam que a interrupção total da formação pode gerar, no futuro, défices de professores em determinadas regiões, sobretudo nas zonas rurais, sugerindo antes uma redução gradual das vagas e melhor planificação educativa.
Até ao momento, não há um posicionamento oficial das autoridades educativas sobre o apelo, mas o tema continua a suscitar debate entre educadores, estudantes e a sociedade em geral.

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