AQUECEU😱Donald Trump surpreende ao aconselhar Venâncio Mondlane a parar com cur...ver mais

Imagem
Uma declaração do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, provocou grande repercussão nas redes sociais, depois de defender que o político moçambicano Venâncio Mondlane deveria colocar o diálogo acima dos confrontos políticos. A informação espalhou-se rapidamente, gerando milhares de comentários e reacções entre apoiantes e críticos. Segundo as informações, Trump teria afirmado que qualquer país enfrenta maiores desafios quando as divergências políticas deixam de ser resolvidas através das instituições e passam para as ruas. Na mesma versão, o líder norte-americano teria apelado para que todas as forças políticas moçambicanas procurassem soluções pacíficas e negociadas. A suposta declaração teria provocado intenso debate, com alguns cidadãos a considerarem que uma intervenção de uma figura internacional poderia incentivar um ambiente de diálogo, enquanto outros defenderiam que os assuntos internos de Moçambique devem ser resolvidos exclusivamente pelos moçambicanos. Analistas polí...

Ministra das Finanças Admite Possível Redução Salarial na Função Pública


A ministra das Finanças afirmou que o Executivo estuda “medidas de contenção” na massa salarial do Estado, admitindo abertamente a possibilidade de novos cortes na função pública se as contas públicas não melhorarem até ao fecho do ano fiscal. A declaração, feita num contexto de ajuste acordado com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e de pressão crescente dos sindicatos, num país onde salários de professores, médicos e forças de segurança já sofreram atrasos e descontos nos últimos dois anos.


A Ministra sublinhou que nenhum decreto foi ainda assinado, mas que o Governo “não pode descartar” reduzir componentes remuneratórias  incluindo percentagem do 13.º mês, subsídios e congelamento de promoções caso a arrecadação continue abaixo das metas. “O direito ao 13.º salário existe, mas a sua materialização depende das condições económicas e da disponibilidade orçamental”, repetiu, ecoando fórmula usada desde 2022, quando a Tabela Salarial Única (TSU) entrou em vigor. Este ano, prometeu clareza “após o fecho das contas”, quando receita fiscal, dívida pública e execução orçamental estiverem apuradas.

A reforma da TSU custou 28,5 mil milhões de meticais (2,1% do PIB), bem acima dos 19,2 mil milhões previstos, devido a mapeamento incorrecto de funcionários. O excesso empurrou a massa salarial para cerca de 73% das receitas — valor considerado insustentável pelo FMI, que exige redução gradual para 10% do PIB até 2028. Entre as contrapartidas: limites de contratação (uma admissão para cada três saídas), congelamento de salários nominais e promoções e pagamento parcial do 13.º mês (metade em 2025-28). 

 
Sindicatos da educação e saúde já pedem reunião urgente, lembrando que o poder de compra caiu com inflação e que novos cortes podem acelerar saídas para o privado e para o estrangeiro. Economistas independentes notam que o problema não é só número de funcionários, mas a estrutura de subsídios e progressões criadas pela TSU; recomendam auditoria “prova de vida” para cortar fantasmas na folha (potencial de poupança de até 10%), antes de afectar salários reais. No parlamento, deputados da oposição exigem simulações por sector e garantias de que serviços essenciais — escolas, hospitais, polícia — não serão degradados.
 
Segundo o Cenário Fiscal de Médio Prazo 2026-28, o Executivo testará uma regra do tipo _debt brake_: crescimento da despesa salarial atrelado ao ritmo do PIB e ao stock da dívida. Se a colecta de impostos reagir com a retoma económica mineração, gás, agro-indústria os cortes poderão ser menores. Se não, o Orçamento de 2027 deve formalizar reduções permanentes em subsídios, diuturnidades e no 13.º mês, enquanto promoções continuarão condicionadas à disponibilidade orçamental. 


Mais do que números, está em jogo a confiança de quem mantém o Estado de pé. Para muitos funcionários, a frase da ministra soa menos como anúncio técnico e mais como confirmação de um medo antigo: pagar o preço de uma reforma mal calculada. O desafio do Governo será mostrar que disciplina fiscal não é sinónimo de abandono salarial  e que “estudar cortes” não termina em cortes cegos.



Comentários

Mensagens populares deste blogue

Governo Confirma Pagamento do 13° Salário Mesmo em Meio a Adversidades

Moçambicanos poderão entrar na África do Sul sem passaporte após acordo bilateral

Governo anuncia o 13° salário