Veja o que está por atrás dos crimes de assassinato aos agentes do SERNIC e polícia na Matola

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A cidade da Matola voltou a ser palco de um crime chocante que está a levantar sérias preocupações sobre a segurança das forças de defesa e ordem. Um agente da Brigada Anti-Raptos do SERNIC foi brutalmente assassinado na zona de Matola “C”, após o veículo em que seguia ter sido emboscado e atingido por mais de 20 disparos. Segundo informações preliminares, a viatura — uma Toyota Ractis sem matrícula — foi interceptada por indivíduos ainda não identificados, que abriram fogo de forma intensa e coordenada. O agente não resistiu aos ferimentos, morrendo no local. O QUE ESTÁ POR TRÁS DESTES ATAQUES? Fontes ligadas à investigação indicam que este não é um caso isolado. Nos últimos tempos, tem-se registado um padrão preocupante de ataques direcionados contra membros do SERNIC e da PRM, especialmente aqueles envolvidos no combate a raptos e crime organizado. As autoridades suspeitam que: Grupos criminosos organizados estejam a retaliar contra operações recentes da Brigada Anti-Raptos; Existe ...

Governo admite reduzir salários da função pública após negativa do FMI a novo empréstimo


O Fundo Monetário Internacional (FMI) alerta que Moçambique necessita urgentemente de reformas estruturais. Economistas dizem que o Governo do Presidente Daniel Chapo tem de pôr mãos à obra.

Para o economista, é imperativo que o Estado prepare o terreno nos próximos 12 meses para implementar reformas que melhorem a avaliação externa: "Até lá, é importante conseguirmos implementar reformas estruturantes que nos permitam ter uma avaliação melhor para que possamos projetar para o mundo uma imagem melhor", diz.

Por outro lado, o economista Firmino Xavier recorda que Moçambique ainda sofre as consequências de ter estado na lista cinzenta do Grupo de Ação Financeira (GAFI), de branqueamento de capitais. O país terá conseguido sair em outubro passado dessa lista, mas há muitas outras questões ainda por resolver. Nomeadamente: "Fatores como a sustentabilidade da dívida, reformas estruturais credíveis, transparência fiscal e volatilidade a choques externos". Esses fatores explicam a avaliação negativa do FMI, segundo Firmino Xavier.

Ainda há margem para leitura mais positiva
O analista financeiro Dereck Mulatinho apresenta uma leitura mais otimista. Segundo ele, ainda há espaço para alcançar uma avaliação positiva. O analista recomenda medidas concretas, entre elas "acelerar auditorias para detetar funcionários fantasmas, alargar a base tributária, combater a evasão fiscal e fortalecer o sector privado."

Dereck Mulatinho avança ainda que "o alargamento da base tributária, considerando que mais de 50% da economia está no setor informal, deve ser acompanhado de medidas que garantam que essa parte da economia migre para o setor formal”.

FMI reconhece esforços para reduzir défice
Entretanto, também há pontos positivos. O FMI estima que o défice orçamental tenha saído de dos 6,2 % em 2024 para 4,5% em 2025; prevê ainda um crescimento económico moderado em torno de 2%. Mas recomenda ao Governo a implementação de um pacote abrangente de reformas para consolidar a estabilidade macroeconómica e lançar bases para um crescimento mais forte e duradouro

Os economistas ouvidos pela DW - uns mais, outros menos pessimistas - exprimem uma dúvida: Será que Moçambique conseguirá implementar as reformas estruturais pedidas pelo FMI nos próximos 12 meses?

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