AQUECEU😱Donald Trump surpreende ao aconselhar Venâncio Mondlane a parar com cur...ver mais

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Uma declaração do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, provocou grande repercussão nas redes sociais, depois de defender que o político moçambicano Venâncio Mondlane deveria colocar o diálogo acima dos confrontos políticos. A informação espalhou-se rapidamente, gerando milhares de comentários e reacções entre apoiantes e críticos. Segundo as informações, Trump teria afirmado que qualquer país enfrenta maiores desafios quando as divergências políticas deixam de ser resolvidas através das instituições e passam para as ruas. Na mesma versão, o líder norte-americano teria apelado para que todas as forças políticas moçambicanas procurassem soluções pacíficas e negociadas. A suposta declaração teria provocado intenso debate, com alguns cidadãos a considerarem que uma intervenção de uma figura internacional poderia incentivar um ambiente de diálogo, enquanto outros defenderiam que os assuntos internos de Moçambique devem ser resolvidos exclusivamente pelos moçambicanos. Analistas polí...

Governo admite reduzir salários da função pública após negativa do FMI a novo empréstimo


O Fundo Monetário Internacional (FMI) alerta que Moçambique necessita urgentemente de reformas estruturais. Economistas dizem que o Governo do Presidente Daniel Chapo tem de pôr mãos à obra.

Para o economista, é imperativo que o Estado prepare o terreno nos próximos 12 meses para implementar reformas que melhorem a avaliação externa: "Até lá, é importante conseguirmos implementar reformas estruturantes que nos permitam ter uma avaliação melhor para que possamos projetar para o mundo uma imagem melhor", diz.

Por outro lado, o economista Firmino Xavier recorda que Moçambique ainda sofre as consequências de ter estado na lista cinzenta do Grupo de Ação Financeira (GAFI), de branqueamento de capitais. O país terá conseguido sair em outubro passado dessa lista, mas há muitas outras questões ainda por resolver. Nomeadamente: "Fatores como a sustentabilidade da dívida, reformas estruturais credíveis, transparência fiscal e volatilidade a choques externos". Esses fatores explicam a avaliação negativa do FMI, segundo Firmino Xavier.

Ainda há margem para leitura mais positiva
O analista financeiro Dereck Mulatinho apresenta uma leitura mais otimista. Segundo ele, ainda há espaço para alcançar uma avaliação positiva. O analista recomenda medidas concretas, entre elas "acelerar auditorias para detetar funcionários fantasmas, alargar a base tributária, combater a evasão fiscal e fortalecer o sector privado."

Dereck Mulatinho avança ainda que "o alargamento da base tributária, considerando que mais de 50% da economia está no setor informal, deve ser acompanhado de medidas que garantam que essa parte da economia migre para o setor formal”.

FMI reconhece esforços para reduzir défice
Entretanto, também há pontos positivos. O FMI estima que o défice orçamental tenha saído de dos 6,2 % em 2024 para 4,5% em 2025; prevê ainda um crescimento económico moderado em torno de 2%. Mas recomenda ao Governo a implementação de um pacote abrangente de reformas para consolidar a estabilidade macroeconómica e lançar bases para um crescimento mais forte e duradouro

Os economistas ouvidos pela DW - uns mais, outros menos pessimistas - exprimem uma dúvida: Será que Moçambique conseguirá implementar as reformas estruturais pedidas pelo FMI nos próximos 12 meses?

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