Insatisfação entre candidatos à PRM após divulgação dos resultados




Após a divulgação dos resultados das entrevistas para ingresso na Polícia da República de Moçambique (PRM), vários candidatos têm expressado descontentamento. Muitos alegam falta de clareza no processo e questionam a transparência dos critérios de seleção.  

Nas redes sociais e grupos de comunicação, multiplicam-se mensagens de protesto, com apelos para uma reavaliação dos resultados. Alguns candidatos pedem explicações formais das autoridades responsáveis pelo recrutamento.  

Até ao momento, ainda não houve um pronunciamento oficial por parte da PRM sobre estas reclamações. A situação continua a gerar debate e preocupação entre os participantes do processo.

Eis a mensagem posto a circular nas redes sociais:

"DENÚNCIA SOBRE O PROCESSO DO 44.º CURSO DA PRM
COMANDO PROVINCIAL DE MAPUTO
Vimos, por este meio, denunciar irregularidades no processo de seleção para o 44.º Curso da Polícia da República de Moçambique (PRM), conduzido pelo Comando Provincial de Maputo. Apesar de ter sido anunciado publicamente que o processo seria transparente e baseado no mérito, os factos verificados no terreno levantam sérias dúvidas.
Diversos candidatos que participaram em todas as fases do concurso aptidão física, inspeção médica, prova escrita e entrevista com resultados satisfatórios, não viram os seus nomes constarem nas listas finais, sem qualquer explicação oficial ou fundamentada. Ao mesmo tempo, surgem queixas relacionadas com atribuição de notas injustas, falta de critérios claros e ausência de mecanismos eficazes de reclamação.
A falta de esclarecimentos por parte do Comando Provincial de Maputo fragiliza a confiança dos jovens no sistema e compromete a credibilidade de um processo que deveria ser exemplar, por se tratar de uma instituição responsável pela legalidade, ordem e justiça no país.
Esta denúncia não visa descredibilizar a PRM enquanto instituição, mas sim apelar à correção de procedimentos, à prestação de contas e ao respeito pelo princípio da igualdade de oportunidades. Um concurso público deve ser claro, verificável e justo para todos os concorrentes.
Pedimos igualmente a quem de direito que intervenha com urgência, para averiguar os factos, repor a justiça e garantir que o mérito prevaleça sobre qualquer outro critério indevido.
Apela-se às autoridades competentes para que:
Tornem públicos os critérios de avaliação usados
Esclareçam as razões da exclusão de candidatos com boas notas
Criem um mecanismo transparente de reapreciação dos resultados
A juventude moçambicana não pede favores, pede justiça. A transparência fortalece as instituições e honra o compromisso com o cidadão."

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