Ibrahim Traoré quer um encontro com Venâncio Mondhane

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O Presidente de transição do Burkina Faso, Ibrahim Traoré, voltou a chamar atenção do continente africano após surgirem informações de que pretende manter um encontro privado com o político moçambicano Venâncio Mondlane. A notícia começou a circular nas redes sociais e em alguns círculos políticos africanos, gerando forte debate entre apoiantes e críticos dos dois líderes. Segundo fontes próximas de analistas africanos, Ibrahim Traoré estaria interessado em trocar experiências sobre liderança juvenil, mobilização popular e os desafios políticos enfrentados por países africanos em desenvolvimento. O encontro, caso venha a acontecer oficialmente, poderá representar uma aproximação simbólica entre figuras políticas que têm conquistado grande apoio popular, especialmente entre os jovens. Nos últimos meses, Venâncio Mondlane tornou-se uma das figuras mais comentadas da política moçambicana, principalmente devido às suas posições críticas em relação à governação e aos discursos voltados para...

Governo Vai Bloquear Internet e Redes Sociais a Qualquer Momento

O Conselho de Ministros aprovou , no ano passado, um diploma legal que visa legitimar o bloqueio das redes de telecomunicações em Moçambique. Trata-se do Decreto n.º 48/2025, de 16 de Dezembro, que institucionaliza mecanismos de suspensão e bloqueio das redes de telefonia móvel, dos provedores de internet e dos serviços de transmissão televisiva, sempre que as autoridades administrativas aleguem a existência de um “risco iminente” à segurança pública, à segurança do Estado ou à ordem social.

A aprovação deste decreto ocorre num contexto marcado por práticas reiteradas de restrição das comunicações electrónicas, particularmente em períodos eleitorais e pós-eleitorais, o que levanta sérias preocupações quanto ao respeito pelo Estado de Direito Democrático consagrado na Constituição da República de Moçambique (CRM). Longe de constituir uma medida isolada, o diploma representa um momento particularmente preocupante para a democracia moçambicana, ao colocar em causa a protecção dos direitos, liberdades e garantias fundamentais dos cidadãos.

A legalização do bloqueio das comunicações coloca Moçambique no mesmo patamar de regimes autoritários que utilizam a censura digital como arma política. Ao permitir restrições generalizadas, sem critérios objectivos, sem garantias judiciais efectivas e sem mecanismos de controlo independente, o regulamento abre espaço para abusos, perseguições políticas e repressão de defensores de direitos humanos, jornalistas e activistas, em violação do dever constitucional do Estado de respeitar, proteger e promover os direitos humanos.


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