TRIBUNAL SUPREMO AFASTA JUIZ DO CASO VENÂNCIO MONDLANE EM MEIO A ACUSAÇÕES GRAVES

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O Tribunal Supremo de Moçambique decidiu afastar o juiz José Norberto Rodrigues Baptista Carrilho do processo relacionado com o político Venâncio Mondlane, numa decisão que está a agitar o panorama político e judicial do país. O magistrado havia sido inicialmente designado para conduzir o julgamento de um dos casos mais mediáticos da atualidade, mas acabou por ser retirado após o surgimento de acusações consideradas graves, embora ainda não totalmente esclarecidas pelas autoridades competentes. Segundo fontes ligadas ao sistema judicial, o afastamento está relacionado com investigações internas em curso, que procuram apurar possíveis irregularidades associadas ao juiz. No entanto, os detalhes específicos permanecem sob sigilo, o que tem alimentado especulações e aumentado a tensão em torno do processo. A decisão do Tribunal Supremo surge num momento particularmente sensível, tendo em conta o impacto político do caso e o elevado interesse público. Analistas consideram que o afastamento ...

Governo Vai Bloquear Internet e Redes Sociais a Qualquer Momento

O Conselho de Ministros aprovou , no ano passado, um diploma legal que visa legitimar o bloqueio das redes de telecomunicações em Moçambique. Trata-se do Decreto n.º 48/2025, de 16 de Dezembro, que institucionaliza mecanismos de suspensão e bloqueio das redes de telefonia móvel, dos provedores de internet e dos serviços de transmissão televisiva, sempre que as autoridades administrativas aleguem a existência de um “risco iminente” à segurança pública, à segurança do Estado ou à ordem social.

A aprovação deste decreto ocorre num contexto marcado por práticas reiteradas de restrição das comunicações electrónicas, particularmente em períodos eleitorais e pós-eleitorais, o que levanta sérias preocupações quanto ao respeito pelo Estado de Direito Democrático consagrado na Constituição da República de Moçambique (CRM). Longe de constituir uma medida isolada, o diploma representa um momento particularmente preocupante para a democracia moçambicana, ao colocar em causa a protecção dos direitos, liberdades e garantias fundamentais dos cidadãos.

A legalização do bloqueio das comunicações coloca Moçambique no mesmo patamar de regimes autoritários que utilizam a censura digital como arma política. Ao permitir restrições generalizadas, sem critérios objectivos, sem garantias judiciais efectivas e sem mecanismos de controlo independente, o regulamento abre espaço para abusos, perseguições políticas e repressão de defensores de direitos humanos, jornalistas e activistas, em violação do dever constitucional do Estado de respeitar, proteger e promover os direitos humanos.


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