O Governo de Moçambique deu início ao pagamento do 13º salário para os funcionários públicos, mas anunciou que, devido às inundações que afetaram várias partes do país, a percentagem de pagamento poderá ser reduzida de 40% para 25%. A informação foi avançada pelo secretário de Estado do Tesouro e Orçamento, Amílcar Tivane, durante uma conferência de imprensa.
De acordo com Tivane, os primeiros sectores a receber o 13º salário são os da educação, saúde e polícia, que estão entre os mais afetados pelas inundações e também são considerados prioritários pelo Governo. "Estamos a começar com os funcionários dos níveis 1 a 11 da Tabela Salarial Única, que inclui professores, enfermeiros e agentes da polícia", disse Tivane.
A decisão de reduzir a percentagem de pagamento de 40% para 25% foi justificada pelas limitações orçamentais causadas pelas inundações, que afetaram a economia do país e obrigaram o Governo a reavaliar suas prioridades. "As inundações tiveram um impacto significativo nas finanças públicas, e precisamos tomar medidas para garantir que os recursos sejam alocados de forma eficaz", explicou Tivane.
O pagamento do 13º salário será feito de forma faseada, começando com os funcionários dos níveis mais baixos, e deve estar concluído nos próximos dias. O Governo também anunciou que está a trabalhar para encontrar soluções para apoiar as famílias afetadas pelas inundações e para reconstruir as infraestruturas danificadas.
A medida de reduzir a percentagem de pagamento do 13º salário foi recebida com descontentamento por alguns funcionários públicos, que consideram que o valor já é baixo e que a redução vai afetar ainda mais a sua situação financeira. No entanto, o Governo insiste que a medida é necessária para garantir a estabilidade financeira do país.
O pagamento do 13º salário é uma prática comum em Moçambique, e os funcionários públicos estavam à espera do anúncio do Governo para saber quando e quanto iriam receber. A redução da percentagem de pagamento é um reflexo das dificuldades económicas que o país enfrenta, e é provável que seja um tema de debate nos próximos dias.

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